7 KPIs para uma gestão de estoque eficiente

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Sob o ponto de vista do processo logístico, é inviável manter a operação sem suporte e sem as informações da área de armazém. Por esse motivo, uma gestão de estoque eficiente assume um caráter estratégico, fator que é reconhecido pelos profissionais que atuam na área.

Esse é um cenário em que erros e recursos mal gerenciados podem causar prejuízos para a organização e prejudicar o relacionamento com o cliente. Para que isso seja possível, existem algumas maneiras de fazer um acompanhamento mais criterioso e confiável — e uma das melhores é o uso de KPIs de estoque.

Entender um pouco mais sobre esses indicadores é muito importante para desenvolver um planejamento voltado para otimizar o fluxo de mercadorias da empresa. Pensando nisso, hoje, vamos falar sobre os 7 melhores KPIs a serem acompanhados para você alcançar ótimos resultados. Confira!

Indicadores de uma gestão de estoque eficiente

No mundo corporativo, os KPIs (ou Key Performance Indicator, em inglês) são a representação de Indicadores-Chave de Desempenho. Esse conceito é essencial para a gestão de qualquer negócio, pois possibilita medir os fatores que realmente importam, por isso o uso do termo “indicadores-chave”.

KPIs podem ser usados para apurar a produtividade, a qualidade e a capacidade produtiva. Além disso, é importante comparar os resultados obtidos com as metas da área para identificar eventuais desvios e gargalos no processo. Para demonstrar o seu funcionamento na prática, listamos os principais indicadores relacionados à gestão de estoque para que você possa conhecer melhor os seus resultados.

1. Ressuprimento

O ponto de ressuprimento é um dos indicadores mais importantes para qualquer empreendedor. Conhecido como PR, ele se baseia em uma avaliação da demanda diária de determinado material e na duração média do ciclo das atividades.

Suponha que, em média, 10 unidades de uma mercadoria sejam vendidas por dia: no final da semana, serão necessárias 50 unidades para suprir a exigência dos clientes. Esse indicador permite traçar um planejamento mais preciso do estoque, buscando sempre evitar a falta de mercadorias.

2. Reabastecimento

Estoques vazios resultam na perda de clientes novos e na dificuldade de manutenção dos antigos. Portanto, o gestor precisa saber quando deve ser feito o reabastecimento porque fazê-lo precocemente pode gerar perda de produtos; dificuldade em otimizar o espaço de armazenamento e aumento de gastos com controle e segurança.

Já essa tomada de ação tardia gera a incapacidade de suprir as necessidades dos clientes, o que é desastroso para qualquer negócio.

Tenha em mente sempre que o indicador de ressuprimento deve ser seu aliado para um reabastecimento em tempo certo. Por meio deles, é possível entender o que deve ou não ser abastecido e quando isso pode ocorrer. Uma boa dica é monitorar seus fornecedores para saber se eles poderão acompanhar a sua demanda.

3. Giro de estoque

O giro de estoque é uma análise da rotatividade: há quanto tempo cada produto está na prateleira e com qual frequência ele deve ser renovado. A ideia é entender quais são seus produtos mais e menos procurados para poder planejar formas de aumentar esses índices, permitindo desenvolver uma logística com mais competitividade.

Imagine uma empresa de construção referência em venda de latas de tintas. Ao fazer essa análise, o gestor nota que a saída de pincéis está abaixo da média: ele pode, então, oferecer vendas casadas, descontos maiores para a compra de materiais em conjunto etc.

4. Taxa de retorno

Esse é um dos indicadores entre os KPIs para gestão de estoque que garantem o diferencial dos negócios. A taxa de retorno nada mais é do que a quantidade de produtos que, apesar de vendidos, retornam por algum motivo devido à logística reversa.

Para chegar ao valor exato, o cálculo se dá dividindo o número de itens retornados pelos vendidos e multiplicando por 100, para ter a porcentagem de estorno. O ideal é que essa taxa seja próxima de 0, apontando o baixo índice de devolução. Assim, o gestor poderá se planejar para lidar com produtos de baixa aceitação, podendo identificar os motivos principais e agir para solucioná-los da maneira mais eficiente.

5. Acuracidade de estoque

O objetivo do controle de estoque de uma empresa industrial é garantir a disponibilidade de:

  • materiais para abastecer a linha de produção: nesse cenário, o setor de compras atua para garantir que insumos, peças e equipamentos estejam disponíveis para atender ao planejamento da produção. Isso ocorre porque a falta de materiais pode resultar na interrupção do processo e em atrasos no atendimento aos clientes; e
  • produtos para comercialização: é a garantia de que a empresa pode atender aos pedidos de clientes, pois dispõe de itens prontos para expedição e venda.

A análise desse indicador tem relação com o inventário físico e o controle mantido no sistema de gestão. Para realizar o seu cálculo, é necessário fazer a contagem de todos os itens em estoque, registrando quando as informações batem com o total no sistema.

É importante destacar que esse não é um indicador rígido, pois é aceitável perceber certo nível de divergências referentes a pedidos devolvidos ou enviados em quantidades incorretas. O mais importante é identificar a origem dos erros para realizar as correções necessárias e evitar a sua repetição.

6. Ruptura de estoque

A ruptura de estoque ajuda a compreender a relação entre o departamento de vendas e a área de armazenagem. Digamos que, pela falta de informações disponíveis ou por uma falha de comunicação, foram vendidas mais unidades de um produto do que havia disponível em estoque.

Esse é uma ocorrência que resulta em problemas quanto ao cumprimento dos prazos de entrega e afeta negativamente o relacionamento com clientes. A fórmula para cálculo é bastante simples: basta dividir a quantia de itens em falta pelo total de produtos disponíveis. O número obtido é multiplicado por 100 para gerar o percentual de falhas.

7. Perdas no estoque

Mesmo com várias medidas de prevenção e equipamentos para o manuseio de produtos, ainda ocorrem avarias dos itens dentro do armazém. Os itens danificados não podem ser comercializados, pois comprometem o atendimento dos pedidos.

Quando isso acontece, a empresa assume os custos dessa perda quando não é possível recuperar os danos. A elevação desse indicador também pode ser causada por extravios e furtos durante a armazenagem. Por isso, é importante identificar as causas para mitigar essa situação.

Conquistar uma gestão de estoque eficiente é um desafio para empresas de todos os segmentos. Contudo, a analise dos KPIs representa uma solução para quem busca corrigir problemas, como erros de processamento de pedidos e atrasos nas entregas. Afinal, todos esses elementos afetam a experiência de compra do cliente.

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