Entenda os principais gargalos logísticos nos processos de importação

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No Brasil, os gargalos logísticos nos processos de importação são um empecilho corriqueiro na rotina dos gestores. As possibilidades para escoamento do produto em terras nacionais são limitadas e, muitas vezes, bastante precárias. A tributação é elevada e algumas empresas têm, inclusive, dificuldades para entendê-las.

Frente a um panorama tão particular, encontrar formas de otimizar os processos logísticos de importação pode despontar como um grande diferencial competitivo às empresas do segmento. Por isso, neste post, você vai conhecer um pouco mais sobre as dificuldades encontradas e entender quais são as possíveis soluções para o problema. Vamos lá?

Os gargalos logísticos nos processos de importação

Quando tratamos de gargalos em logística, usualmente nos referimos às deficiências estruturais e burocráticas encontradas ao longo do processo. E, infelizmente, são muitas!

Nos processos de importação, mais especificamente, uma série de carências dificultam o escoamento do produto e desequilibram a operação das empresas que se dedicam à atividade, podendo comprometer seriamente os resultados do negócio.

Dentre os gargalos mais recorrentes, destacam-se:

Precariedade na infraestrutura de transporte

Em um país de vasto território, a necessidade de escoar um produto pode causar desespero. Isso porque a infraestrutura nacional, no que se refere às possibilidades de transporte, é limitada, mal gerida e, em vários casos, até mesmo perigosa.

No caso da malha rodoviária, o método mais comum para o fluxo de cargas do país, encontramos uma longa extensão de estradas sem pavimentação e, mesmo quando há asfalto, a manutenção é falha ou inexistente — o que resulta em rodovias esburacadas. A má conservação, por consequência, afeta os veículos (gerando desgaste excessivo de peças) e as empresas (aumentando o custo unitário das viagens).

No que se refere aos portos, a situação é semelhante. Além da recorrente insuficiência de investimentos em expansão e modernização, há intensa burocracia regulatória, saturação de cargas (o que ocasiona longas filas de espera, gerando horas improdutivas), alto custo portuário (manuseio de carga, documentos, deslocamento via rodovias, etc) e armazenagem deficitária. Tais características desestimulam — ou mesmo impedem — a utilização massiva desse sistema.

Quanto ao escoamento aeroportuário, o alto custo da viagem desponta como um dos maiores entraves ao uso do método. Além disso, a burocracia impede a agilidade do escoamento e algumas cargas costumam aguardar o despacho por até uma semana.

O transporte ferroviário seria uma ótima alternativa, não fosse seu sistema ultrapassado e carente de integração. Para torná-lo viável, é imprescindível que haja massivo investimento em expansão e modernização, sanando gargalos que, além de físicos e financeiros, são tão institucionais.

Ausência de políticas público-privadas

Muito embora haja, no setor público tanto quanto no segmento privado, a consciência de que é necessário realizar investimentos para solucionar os gargalos logísticos nos processos de importação, muito pouco tem sido feito neste sentido.

Para possibilitar o aperfeiçoamento dos sistemas de escoamento, portanto, é necessário formular e executar políticas que unam interesses públicos e privados, garantindo o avanço do Brasil no que se refere ao deslocamento de mercadorias, agregando mais competitividade à atividade.

Como melhorar os gargalos existentes

Apenas a partir de investimentos consistentes e estratégicos será possível melhorar — e, posteriormente, até mesmo extinguir — os gargalos logísticos nos processos de importação. Atualmente, em lugar de se posicionar como um diferencial de eficiência, a logística brasileira representa um entrave significativo às atividades nacionais.

É preciso, portanto, mobilizar os órgãos públicos e as instituições privadas para tornar viável a alocação de recursos no desenvolvimento de sistemas de transporte (rodoviários, ferroviários, portuários e aeroportuários), além de trabalhar na desburocratização de processos — inclusive facilitando a obtenção da documentação específica. A implantação de soluções tecnológicas avançadas figuram como um bom começo.

Diante deste panorama, portanto, é seguro afirmar que os gargalos logísticos nos processos de importação são inúmeros. A solução para o problema perpassa pela mobilização de diversas esferas e demanda um investimento concentrado e efetivo — o que, para a saúde da atividade, deve ser empreendido o mais rápido possível.

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